Programa Despertar Budista na Rádio Mundial do dia 29/07/2011!
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Arigatougozaimassu,
No último dia 2 de julho em Reunião Extraordinária com os diretores da HBS do Brasil, no Templo Hoshoji, finalizamos um longo processo de atualização do Estatuto Social da HBS junto com o Regimento Interno da Carreira de Sacerdotes. Assim conseguimos regulamentar e padronizar itens que há tempos era o anseio de muitos. As atualizações já estão valendo e serão disponibilizadas nos templos. Algumas são:
* A nomenclatura “Templo Central Nikkyoji” mudou para “Catedral Budista Nikkyoji”. Justamente pelo fato de ser o local onde atua o arcebispo (Cátedra, significa cadeira) e pela necessidade de atuar como um Templo globalizador, que atua para todo o Brasil e não apenas como unidade. Ao menos essa consciência e prática, doravante, deverá ser fortalecida. Em japonês, o termo “Tyuuou Jiin Nikkyoji” continua o mesmo
* Os bispos do Brasil, assim como o arcebispo, atuarão por tempo definidos nos Templos. Em um Templo um bispo atuará de três a no máximo nove anos, de acordo com a deliberação do conselho de bispos. Objetivamos assim renovar as forças e gerarmos um intercâmbio maior.
* O Templo Taissenji de Lins, onde se encontra o Mausoléu de Ibaragui Nissui, agora se chama Matriz Espiritual, Solo Sagrado do Marco Budismo no Brasil, pólo inicial da Religião Budista Honmon Butsuryu-Shu do Brasil.
Também no último dia 6 de julho, a escritura de compra da APP, Santuário Ecológico da HBS, foi lavrada na Catedral Budista Nikkyoji. O presidente da HBS, Élcio Katagui, assinou em nome de todos e no dia 10 de julho, na cerimônia do Grande Culto na Catedral Nikkyoji, ofereceu ao Gohouzen. Assim finalizamos uma parte e começamos oficialmente outra, a da arrecadação, e para isso, a todos os templos foram distribuídos carnês para doações. É importante cada um fazer o máximo que puder, pois é uma oportunidade única.
Existem momentos e momentos, mas alguns são únicos. Creio que vivemos este momento agora. Um momento único de resgatar nossos valores humanos, religiosos, ecológicos e sociais. Vamos abrir nossas mentes, corações, oferecermos as doações e garantirmos o futuro das gerações. Grandes obras exigem grande coragem para aqueles que dão os passos iniciais. É a oportunidade que todos estão tendo agora, de entrar para uma nova história do Budismo no Brasil, seguindo os mesmos passos corajosos dos pioneiros, do Mestre Nissui Shounin. Certamente seremos abençoados com a mesma glória, basta vivermos a mesma fé!
Arcebispo Kyohaku Correia
おなじよに すむと見ゆれど 信不信
心のすみか 常にことなり
Aparenta viver num mesmo mundo, mas o seu coração estará habitando
sempre em locais diferentes de acordo com a fé ou a descrença.
Na reportagem da revista veja (nº 1560, agosto 98), que diz
respeito ao poder da mente consta o seguinte texto: “Tudo que você vê, ouve e
sente, reflete o mudo exterior. No entanto, a forma como alguém percebe,
interpreta ou reage a isso é pura criação do cérebro. O que o cérebro faz o
tempo todo, dormindo ou acordado, é criar imagens” diz o neurocientista Rodolfo
Linas da Universidade de Nova York. “Luz nada mais é que a radiação
eletromagnética. Cores não existem fora da nossa mente. Nem os sons. O som é um
produto da relação entre uma vibração externa e o cérebro. Se não existisse o
cérebro não haveria nem sons, nem cores, nem luz, nem escuridão”.
É uma afirmação interessante de se estudar. No budismo, desde
tempos remotos, através de práticas e meditações muitos buscaram um estado de
“Vacuidade” afirmando que tudo o que vemos são produtos da mente e que na
realidade a “realidade” não existe fora da nossa própria mente. Também
aprendemos que a vacuidade não é um simples “vazio”, mas um vazio energizado,
que de repente pode dar, como deu início a formação do universo. Simplesmente
estas formas de energia se transformam em matéria e fenômenos que vemos
frequentemente. Desta forma tudo se relaciona, tudo têm seu sentido. Porém,
podemos commpreender apenas de forma fragmentada, pela própria limitação que a
mente nos impõem. Até quando estaremos condenados às imposições da mente e das
experiências que ela passa? É uma incógnita, ao menos para quem não vive a
espiritualidade fora dela.
A espiritual idade única, que no budismo se chama de
“Iluminação” significa, tornar-se dominante desta máquina de cálculos e criadora
concepções que se chama mente. Até mesmo nossos sentimentos, na maioria da vezes
é influenciaado por ela. Nesta interpretação não seria “Penso, logo existo” mas
sim que, pensar é um derivado da existência e dominância da própria mente.
A fé, como porta da iluminação, seria então o mais importante
elo entre o ser pensante, cheio de dúvidas, incógnitas e o ser convicto,
interdependente e iluminado.
Muitas vezes seu próprio inimigo, se encontra dentro de você
mesmo, e enquanto você não se tornar dominante de sí mesmo a mente continuará a
fazer isso contra você. Contra porque procurará sempre o modo mais fácil e
compreensível, sempre mais por menos esforço, e nem sempre a felicidade se
encontra nesse meio.
A mente jamais entenderá o fator “Myou” (inefável, místico) do
Namumyouhourenguekyou, porém, sua fé não precisa compreender aquilo que muitas
vezes a mente é contra. A fé, antes de tudo ora e realiza inicialmente através
das orações, depois a mente, como sempre, virá concluir. Mas, quem realizou foi
a fé. O acumulo dessas realizações resultará numa grande iluminação o tornando
num verdadeiro Bossatsu, Buda em ação.
Fonte: Revista Lótus nº96
Continuidade e Resistência
Para se tornar perito em um assunto, a melhor maneira é
caminhar passo a passo dentro desse ramo. No budismo essa prática se chama
“Ascética” ou “Shugyou”.
Explicação dos ideogramas de Shugyou.
“Shu” significa incorporar a si mesmo aquilo
que experimentou.
“Gyou” tem o sentido de andar para frente,
levantando alternadamente cada perna.
Isto é, se fizermos repetidamente uma determinada coisa,
fatalmente atingiremos um ponto mais alto dentro do ramo que escolhemos.
Na língua japonesa, a maioria das atividades, como Judou
(Caminho da Suavidade), Kendou (Caminho da Espada), Kadou (Caminho Floral),
Sadou (Caminho do Chá) etc, terminam com o sufixo “Dou”.
Dou significa “Caminho” e isto por si só significa que se trata
de uma longa estrada, não existe nada que se possa aprender e se especializar em
curto espaço de tempo.
Ora, quanto à Religião Budista Primordial também é o mesmo. A
palavra Shugyou que acabamos de aprender é apenas uma parte da palavra composta
“Butsudou Shugyou” ou seja, “Prática Ascética do Caminho de Buda”.
Portanto, de antemão sabemos que a caminhada é longa e muitas
vezes árdua, mas que certamente nos levará à Iluminação que levou Buda. É um
caminho que todos que trilharem alcançarão o mesmo resultado sem qualquer tipo
de intervenção ou restrições.
Aquisição de conhecimento não representa
sabedoria!
Há todavia, uma importante observação a fazer: A prática no
Budismo Primordial nunca prioriza a aquisição de conhecimento de forma isolada.
Aprender os ensinamentos e suas teorias de fato é importante, mas existe uma
seqüência correta para se exercitar a aquisição de conhecimento e buscar o
aprofundamento teórico da prática.
1°. Zelo = Servir à Imagem Sagrada zelando do
Altar e expandindo o Darma.
2°. Fé = Orar e compartilhar o
Namumyouhourenguekyou.
3°. Estudo = Ler, escutar, escrever e
transmitir os ensinamentos.
Esta é a seqüência e metodologia correta para que sejamos
capazes de digerir o conteúdo aprendido. Chama-se “Três Regras da Linha Nitirou”
(1245~1320). O Mestre Nitirou foi o mais zeloso discípulo de Nitiren.
O fato de conhecer a fundo os Sutras ou saber na ponta da
língua as mais difíceis teorias budistas, não significa que essa pessoa é
portadora de uma profunda fé. Há pessoas que embora totalmente ignorantes, são
profundamente religiosas, e as que não o são, embora extremamente cultas.
No Budismo Primordial HBS valorizamos principalmente o
Shugyou/Prática Ascética que segue as três regras de Nitirou. O Grande Mestre
Nitiren Daibossatsu estudou a fundo a filosofia budista, em nosso lugar, e nos
ensinou o caminho da prática ao alcance de todos. Nitiren é o perfeito exemplo a
seguir. Como mais exemplar praticante, basta segui-Io para alcançarmos o ponto
culminante da prática.
O Devoto (Asceta) Primordial do Sutra Lótus. Nitiren
como renascimento do Jyougyou Bossatsu!
O Sutra Lótus é dividido em duas partes. A primeira metade se
chama Caminho Provisório (Shakumon) e a segunda metade Caminho Primordial
(Honmon). Ocorre que o Ensinamento Honmon (Caminho Primordial) foi pregado e
concedido especificamente à uma pessoa, o Jyougyou Bossatsu. Esse Bossatsu só
participou da cerimônia de pregação dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho
Primordial e se foi. Se foi para renascer em nossa era na pessoa de Nitiren e
cumprir a sua promessa feita ao Buda Primordial de expandir o
Namumyouhourenguekyou em nossa era. Por isso Nitiren é tido como Grande Mestre
da Era Mappou (desde o ano 1052) era de decadência em função do distanciamento
das pessoas em relação ao Darma Sagrado.
O Buda Primordial transmitiu o Namumyouhourenguekyou direta e
especificamente ao Jyougyou Bossatsu para que ele renascesse em nossa era na
pessoa de Nitiren para nos transmitir o Namumyouhourenguekyou por meio da oração
e da veneração a Imagem Sagrado do Gohonzon.
Pode se considerar como maior
obra de Nitiren todo o resumo doutrinário que fez em relação às pregações de
Buda. Segundo Nitiren Daibossatsu, para se alcançar a iluminação basta iniciar e
ter uma vida baseada na prática ascética da pronúncia do Namumyouhourenguekyou.
À essa prática é dada o nome de “Daimoku Kushou”. É fácil , e mesmo crianças,
idosos ou doentes, esteja onde estiverem, poderão pronunciar esse Mantra que
invoca a iluminação do Buda Primordial para dentro de si.
Certa vez, um crente perguntou ao Mestre Nitiren:
- Terá
grande diferença o “Odaimoku” pronunciado por um Grande Mestre como o senhor e o
Namumyouhourenguekyou pronunciado por um homem humilde como eu?
Ao que
respondeu Nitiren:
- O que o senhor acha? Qual das velas ilumina mais, aquela
acesa por um adulto ou aquela acesa por uma criança?
- Creio que é a mesma
coisa, não há diferença. Respondeu o homem.
Explicou então Nitiren:
- Dá-se o mesmo com a oração do
Namumyouhourenguekyou. Não há diferenças na força da palavra, seja ela
pronunciada por quem quer que seja. Se reproduzirmos a iluminação de Buda em
forma de prática ascética oral, tanto o senhor como eu ou qualquer outra pessoa,
todos chegaremos ao mesmo ponto. Deve porém, ouvir bem os ensinamentos para que
não perca o caminho. Para isso, vamos pronunciar juntos o “odaimoku”.
Aqui nós sentimos uma grande misericórdia de Buda. Se a prática
ascética for tão difícil, de maneira que fosse possível só a uma determinada
categoria de pessoas realizarem, só estas se salvariam. Mas a sua grande alma
procura salvar a todos, sem exceção.
A Amplitude da Prática Ascética
A prática ascética não se resume a pronunciar o
Namumyouhourenguekyou individualmente. Se pronunciarmos repetidamente, com fé e
ardor, o “odaimoku”, voltados para o Gohonzon (Imagem Sagrada) o eco das nossas
palavras se repercutirão dentro dos nossos corações e pouco a pouco nos
sentiremos como que purificados.
Isto significa que são despertadas dentro de nós as mais boas
qualidades, que constituem a essência da iluminação de Buda. Se atingirmos esse
estado, automaticamente se expandirá dentro da nossa casa, da rua onde moramos,
da cidade etc. O raio de bons sentimentos purificados, da sua cidade se
expandirá para o país todo e finalmente pelo mundo inteiro, esse é o ideal
proposto pelo Grande Mestre Nitiren.
Portanto, em hipótese alguma a prática da fé deve ser
individualista. E para que a prática ascética não se torne individualista temos
o Shugyou considerado o mais completo de todos que se chama “Kyouke Shakubuku”
ou seja, “Conversão pela orientação compassiva”. Como discípulo do mestre
Nitiren e como filhos do Buda Primordial temos esta grande missão para cumprir
neste mundo.
Essa missão é a prática ascética, em especifico chamada de ato
de conversão pela orientação compassiva.
Dois Estilos de Prática Ascética
Prática ascética pessoal (Digyou) = Prática individual Prática
ascética impessoal (Keta) = Prática coletiva
No caso, o ato de conversão pela orientação compassiva
compreende a prática ascética impessoal e por isso é considerada uma prática
completa em todos os aspectos.
No Budismo Primordial HBS praticar a fé para o bem dos outros
significa praticar para si mesmo. Isto é, o que fazemos aos outros na realidade
fazemos para nós mesmos. Por si só, a melhora individual é incompleta. Eu, você
e todos nós, juntos devemos melhorar.
No Japão temos o exemplo da grande empresa de eletro
eletrônicos Sony. Há cinqüenta anos atrás era uma pequena firma desconhecida.
Mas havia muita harmonia entre os funcionários e todos eles aceitaram
voluntariamente a redução do seu ordenado, tendo em vista o bem da empresa.
Trabalharam com afinco, todos pensando somente na empresa. E graças a isso hoje
ela é uma das maiores e mais estáveis empresas do mundo.
Se os funcionários da Sony tivessem saído da firma porque
ganhavam pouco, os prejudicados teriam sido eles próprios. O espírito de
coexistência é a essência da nossa religião. Se a sociedade melhorar, a nossa
vida também melhorará.
Se o Brasil progredir, todos nós também progrediremos
automaticamente. Portanto, devemos esforçar para que o país melhore cada vez
mais.
No dia-a-dia enfrentamos diversos problemas. Para nos
nortearmos em relação à eles e recebermos forças para avançar, participamos dos
cultos. Esses cultos são chamados de “Okou” e são realizados no templo e na
casas dos fiéis. Tanto participar do Culto (Okou) no Templo como numa residência
denomina-se Sankei (Participação no Culto). E tudo isso faz parte da abrangência
da prática ascética impessoal do Budismo Primordial HBS. São práticas que trazem
profundas virtudes para todos que realizam e eliminam carmas negativos que
bloqueiam a felicidade e o recebimento das bênçãos.
Fonte: Revista Lótus nº72
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| Conto Budista – Buda Pai & Filho |
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Era a primeira vez que Buda voltava a seu país, depois de ter Sua mãe lhe disse: - - Por favor, meu pai, divida o que tem Buda observou Rafula à sua frente por alguns instantes e disse: - Sim, quero. Buda solicitou ao seu discípulo Sharihotsu que - Que tipo de cerimonial, como alojá-lo, seu traje, e Buda respondeu. - Exatamente E assim, tal como todos os outros, Rafula tornou-se sacerdote e Certa vez, quando Rafula acompanhava Buda numa Buda abraçou-o e limpando o sangue que escorria pelo seu - Você já havia aprendido sobre isso, que ao adotar o Rafula, apesar de não ter pensado realmente em revidar Certo dia quando Buda voltou de uma missão - Pode usar essa água - Não agora após ter lavado os pés nela. - Tem - Eu não posso usar a mesma - Tem razão também. Acabou de lavar os pés na Dizendo isso Buda chutou Rafula respondeu: - Não, ela estava suja e não servia para mais nada mesmo. Buda - Isso mesmo. Agora pense comigo. Quando as pessoas chegam me Os ensinos que prego são provenientes da Rafula, que desde o inicio da conversa estranhava as perguntas de Depois desse dia, Fonte: Revista Lótus nº 33 |
Arigatougozaimassu!
Nos dias 30 e 31 tivemos as “Férias no Templo” para as crianças da Catedral Budista Nikkyoji! Como sempre, foi um evento muito divertido! Participaram várias crianças e jovens!
Desta vez fizemos uma quadrilha muito divertida! As mulheres eram os rapazes e os homens as damas! hahaha!
A noiva fui eu!!!! Sacerote Campos…. Ai que vergonha!! hahaha.. Quem não esteve presente poderá assistir o vídeo!
Muito obrigado aos participantes e aos colaboradores! Sem vocês nada disso teria acontecido!
Arigatougozaimashita!!