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Arquivo da categoria: FAQ

Por que rezar?

Por ser um mantra, ou melhor “O mantra dos mantras”, ou seja uma espécie de
“abracadabra” é uma palavra que exerce mais uma função que é um significado.
Normalmente é dito que só quem ora constantemente chegam ao sentimento uno da
oração. Pode ser expresso, transmitido por meio de alegria, esforço e outras
formas.

Cremos que, todo este misticismo contribui para que possamos tender mais para
o lado da fé que o da intelectualidade. A fé faz parte de um mundo misterioso,
ou seja desconhecido e as vezes improvável, mas que existe e atua dentro de nós
fortemente. Namumyohorenguekyou é a fórmula na qual o Buda Primordial (Ser
Supremo), compactou e embutiu todas as virtudes da sua prática para que não
precisássemos fazer tudo desde o começo e sim a parte mais importante. É como se
fosse um remédio ou vitamina pronto para ser ingerido. Se tivéssemos que
preparar o remédio adequado a nossa doença, as vezes até desconhecida,
fatalmente morreríamos antes. Aí está uma das maiores demonstrações de compaixão
de Buda. Literariamente pode-se tentar traduzir esta oração sagrada da seguinte
maneira:

Namu: Devoção. Ato de oferecer esforço vital. Myoho: Lei mística universal.
Rengue: Flor de Lótus. Viver tal como uma, não se maculando às impurezas. Kyou:
Sutra (ensinamento de Buda) ou seja se traduzíssemos como “Ensinamento da Lei
(que rege a) mística universal figurada no modo de viver e desabrochar da flor
de lótus” perderia todo o encanto da oração, que vai além de qualquer uma dessas
meras palavras.

Dizemos também que é a linguagem dos Budas e Deuses, que através da oração
podemos ser compreendidos e manter contato.

Nós somos uma parte, uma das partes mais importantes do Namumyohorenguekyou,
pelo fato de podermos expandi-lo na forma da fé e compaixão, a mesma demonstrada
ao recebermos o Namumyohorenguekyou, pronto e mastigado. Nossa prática foi
facilitada.

Fonte: Panfleto Religioso da HBS

 

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Perguntas e Respostas

Pergunta:

Quais seriam os pontos que diferenciam essencialmente vossa organização, denominada Honmon Butsuryu-Shu, e outras que também alegam ser propagadoras do budismo de Nitiren, como, Nitiren-Shu, Honmon Hokke-Shu e BSGI, ou seguidoras do Sutra Lótus, como a Tendai-Shu?

Gostaria que houvesse um enfoque especial quanto a BSGI, uma vez que foi a única que encontrei na capital do Rio de Janeiro e que se denomina seguidora do budismo de Nitiren.

Resposta:

A escola Nitiren descende da escola Tendai, e a escola Tendai possui duas vertentes, duas bases de interpretação para os ensinamentos, são: Itti (Relativista) e Shouretsu (Primordialista). O seguimento relativista entende o Sutra Lótus como um todo sem discriminações de conteúdo ou até mesmo da personalidade assumida por Buda. É indiferente se Buda, quando faz a pregação, o faz como Buda Histórico ou Primordial. Também não leva-se em conta a era em que viveu ou o público alvo. Apenas se coloca o Sutra Lótus como o Sutra Supremo e ponto final. Por isso, na era atual é chamada de relativista. Permite-se a veneração do Buda em estátua e mais lêem e reecitam o Sutra Lótus do que pronunciam a oração do Namumyouhourenguekyou, prática considerada principal por Nitiren. Tal postura “flexível”, acaba permitindo a mistura de outros Sutras à prática, como vem acontecendo nas ramificações Tendai. Até mesmo existe o ditado que diz: Assa daimoku, yuu nenbutsu. (De manhã rezam o Namumyouhourenguekyou e a tarde o Namuamidabutsu).

A Nitiren-Shu e a maioria das ramificações da linhagem de Nitiren (pelo que se sabe ao todo são mais de 40 ramificações que ostentam os ensinamentos de Nitiren), adotam a postura relativista, que, acreditamos não ter sido a postura adotada pelo próprio Nitiren. A partir de uma postura relativista e interpretativa adotada, toda a filosofia e prática se alteram. Daí é que as diferenças começam a surgir.

A HBS adota a postura Primordialista, ou seja, segue os ensinamentos que, comparativamente (devido a era que vivemos e a nossa capacidade. A grande compaixão de Buda também se revela nessa classificação) foram selecionados por Buda e nos predestinados. Portanto, conforme as orientações de Nitiren, seguimos o Caminho Primordial do Sutra Lótus, em específico do 15°. capítulo ao 22°. capítulo. Nos atemos somente a esse trecho do Sutra Lótus. Tal trecho do Sutra, desde o momento da sua pregação já nos tinha como público alvo, aliás, somente durante a pregação deste trecho é que Buda assume a sua verdadeira identidade Primordial e convoca Jyougyou Bossatsu para receber os ensinamentos. Após o término do 22°. capítulo, e a concessão individual dada à Jyougyou Bossatsu, o mesmo se retira e é dada como encerrada sua participação no Sutra Lótus.

O Jyougyou Bossatsu, considerado o mais nobre discípulo primordial do Buda Primordial, tão logo Buda terminou a pregação desses oito capítulos (Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus), se retirou. Ou seja, a pessoa (ser) predestinada a nos transmitir o Sutra Lótus na era mappou, só escutou esse trecho de ensinamento. E esse “Jyougyou Bossatsu” nasceu em nossa era na pessoa de Nitiren. Assim acreditamos, baseados em fatos, comprovações escriturais e profecias do próprio Sutra Lótus. Espero que através dessas exposições possa compreender as diferenças interpretativas e o quanto essas diferenças fazem a diferença no quesito, estar praticando exatamente conforme o ensinamento ou não. A HBS não só tenta, como se baseia totalmente na doutrina e ensinamentos considerados fundamentais de Nitiren. Ou seja, não permite qualquer tipo de interpretação, simplesmente segue à risca os ensinamentos.

Justamente pelo fato de Nitiren ser o renascimento do Jyouyou Bossatsu e por isso compreender perfeitamente a Doutrina· do Sutra Lótus, adotou a postura primordialista. Mas então, na época de Tendai a postura relativista era considerada equivocada? Não. Devido a era que se vivia. Em sua era, Tendai era, da sua forma, primordialista, porém, somente no que diz respeito à superioridade do Sutra Lótus em relação aos demais sutras. O que para o período, era a missão de Tendai.

Já no período de Nitiren, a postura primordialista, se referia não só aos demais sutras, mas principalmente também dentro próprio Sutra Lótus. A restrição sobre o seguimento e devoção única ao trecho dos Oito Capítulos se torna condição fundamental para a prática correta. Foi baseado nesta postura que durante toda sua vida, Nitiren, praticou o Shakubuku, que é a orientação compassiva voltada à expansão do Darma Sagrado, compreendido pelos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus.

Por ser assim, Shakubuku é a orientação compassiva, dada a partir dos ensinamentos de que as pessoas não deveriam mais recitar sutras, nem mesmo o Sutra Lótus, ou adorar imagens que não fosse a do Gohonzon, Imagem Sagrada Transmitida pelo Buda Primordial e concedida ao Jyougyou Bossatsu.

Tais seguimentos nos diferenciam da BSGI que, acredita Nitiren ser o Buda, recita trechos do Sutra não compreendidos pelo caminho primordial e não adota restritamente os oito capítulos.

Embora no Sutra conste que na era mappou só seria possível se receber o Odaimoku do Jyougyou Bossatsu, parece preferir acreditar que não. Prefere buscar significados nas entrelinhas e daí começam a interpretar equivocadamente. Os ensinamentos não são para ser interpretados, são para se receber e praticar.

(Revista Lótus nº 97)

 
 
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