Por ser um mantra, ou melhor “O mantra dos mantras”, ou seja uma espécie de
“abracadabra” é uma palavra que exerce mais uma função que é um significado.
Normalmente é dito que só quem ora constantemente chegam ao sentimento uno da
oração. Pode ser expresso, transmitido por meio de alegria, esforço e outras
formas.
Cremos que, todo este misticismo contribui para que possamos tender mais para
o lado da fé que o da intelectualidade. A fé faz parte de um mundo misterioso,
ou seja desconhecido e as vezes improvável, mas que existe e atua dentro de nós
fortemente. Namumyohorenguekyou é a fórmula na qual o Buda Primordial (Ser
Supremo), compactou e embutiu todas as virtudes da sua prática para que não
precisássemos fazer tudo desde o começo e sim a parte mais importante. É como se
fosse um remédio ou vitamina pronto para ser ingerido. Se tivéssemos que
preparar o remédio adequado a nossa doença, as vezes até desconhecida,
fatalmente morreríamos antes. Aí está uma das maiores demonstrações de compaixão
de Buda. Literariamente pode-se tentar traduzir esta oração sagrada da seguinte
maneira:
Namu: Devoção. Ato de oferecer esforço vital. Myoho: Lei mística universal.
Rengue: Flor de Lótus. Viver tal como uma, não se maculando às impurezas. Kyou:
Sutra (ensinamento de Buda) ou seja se traduzíssemos como “Ensinamento da Lei
(que rege a) mística universal figurada no modo de viver e desabrochar da flor
de lótus” perderia todo o encanto da oração, que vai além de qualquer uma dessas
meras palavras.
Dizemos também que é a linguagem dos Budas e Deuses, que através da oração
podemos ser compreendidos e manter contato.
Nós somos uma parte, uma das partes mais importantes do Namumyohorenguekyou,
pelo fato de podermos expandi-lo na forma da fé e compaixão, a mesma demonstrada
ao recebermos o Namumyohorenguekyou, pronto e mastigado. Nossa prática foi
facilitada.
Fonte: Panfleto Religioso da HBS